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Banco Central amplia acesso a contas em moeda estrangeira

Banco Central amplia acesso a contas em moeda estrangeira

15/07/2026

Autores

José Barreto Netto

José Barreto Netto - Partner

Em 18 de junho de 2026, o Banco Central do Brasil publicou a Resolução BCB nº 575, que altera as Resoluções BCB nº 277/2022 e nº 278/2022, e amplia as hipóteses de abertura e utilização de contas de depósito em moeda estrangeira no país. 

A norma, que entra em vigor em 1º de outubro de 2026, inclui no rol de possíveis titulares dessas contas: 

  • as pessoas jurídicas exportadoras de bens; 
  • as empresas residentes devedoras de crédito externo; 
  • as sociedades brasileiras com participação direta de investidores estrangeiros no capital social; 
  • as pessoas jurídicas não residentes credoras de residentes ou com participação direta em empresa brasileira. 

O que muda nas transferências? 

 A possibilidade de realizar transferências de recursos em moeda estrangeira de e para essas contas sem a necessidade de contratação de operação de câmbio, inclusive em situações que envolvam conversão entre moedas estrangeiras.  

Destaca-se que  para os titulares residentes que sejam devedores ou tenham, como sócios, pessoas jurídicas não residentes, a abertura e a manutenção das contas dependem da comprovação da existência de operações devidamente registradas no Sistema de Informações do Banco Central – Crédito Externo (SCE-Crédito) ou no Sistema de Informações do Banco Central – Investimento Estrangeiro Direto (SCE-IED). 

Quais são os impactos práticos? 

Na prática, as pessoas jurídicas abrangidas pela norma serão beneficiadas pela redução de conversões cambiais intermediárias e pela simplificação da gestão de fluxos financeiros internacionais. 

Além disso, embora a conversão dos recursos dessas contas para reais permaneça sujeita à contratação de câmbio, a possibilidade de transferir e converter valores em moeda estrangeira sem essa contratação aumenta a eficiência operacional em: 

  • operações de exportação; 
  • captação de recursos no exterior; 
  • investimento estrangeiro direto. 

Com as novas regras, o Banco Central busca ampliar a flexibilidade operacional das empresas que mantêm relações financeiras com o exterior, reduzindo custos e etapas intermediárias nas transações em moeda estrangeira. A medida também aproxima o regime de contas em moeda estrangeira das necessidades práticas de operações internacionais. 

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