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Client Alert | ONS publica Nota Técnica com os quantitativos de Capacidade Remanescente do SIN para os LRCAPs de Armazenamento de 2026

Client Alert | ONS publica Nota Técnica com os quantitativos de Capacidade Remanescente do SIN para os LRCAPs de Armazenamento de 2026

08/10/2026

Autores

Natália Godoy - Associada

Clara Naumann - Associada

João Vitor de Moura - Estagiário

Em 30 de setembro de 2026, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em conjunto com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE),  publicou a Nota Técnica nº ONS DPL 0095/2026, que apresenta os quantitativos de capacidade remanescente do Sistema Interligado Nacional (SIN) para a conexão de novos Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (SAE), no âmbito dos Leilões de Reserva de Capacidade de 2026 de Armazenamento Nacional e Armazenamento (LRCAPs).

Capacidade remanescente disponível para conexão dos SAEs

A Nota Técnica apresenta a capacidade disponível para conexão de novos SAEs, incluindo a Rede Básica, as Demais Instalações de Transmissão (DIT) e as Instalações de Transmissão de Interesse Exclusivo de Centrais de Geração para Conexão Compartilhada (ICG).

Os resultados são apresentados para cada barramento, subárea e área do SIN considerados no estudo, permitindo aos empreendedores identificar os pontos da rede com capacidade disponível para novos projetos.

O ONS considerou montantes de capacidade já reservados na 1ª Temporada de Acesso, de modo a evitar sobreposições de disponibilidade de acesso associadas aos mesmos recursos elétricos.

Como a capacidade foi definida

A capacidade disponível em cada ponto de conexão foi definida a partir de três aspectos principais:

  1. Disponibilidade física para conexão – limitações das instalações para conexão nos barramentos candidatos;
  2. Desempenho estático e dinâmico – avaliação dos critérios operativos durante o carregamento e descarregamento dos SAEs; e
  3. Análises de curto-circuito – limitações nas subestações que possam comprometer a entrada em operação dos empreendimentos na data de início do suprimento contratada.

Dessa forma, a definição da capacidade disponível em cada ponto de conexão considera, de forma conjunta, esses três aspectos, sendo necessário também verificar os limites aplicáveis à respectiva subárea e área do SIN.

Disponibilidade física para novas conexões

A análise considerou a disponibilidade física das instalações para a conexão de novos SAEs. Para tanto, a EPE consultou as transmissoras proprietárias dos barramentos candidatos, avaliando a possibilidade de instalação de novas conexões. A classificação considera os compromissos de expansão e os acessos já contratados.

Os barramentos foram classificados em dois grupos:

  • Tipo A: quando há possibilidade para novas conexões de linha; e
  • Tipo B: quando não há possibilidade de novas conexões, seja ela física ou técnica.

Para os empreendimentos cadastrados nas redes de distribuição, o ONS também identificou barramentos candidatos virtuais na Rede Básica, DIT ou ICG que possam ser eletricamente afetados pela injeção ou absorção de potência. Essa avaliação tem por finalidade verificar eventuais restrições na transmissão, permanecendo a análise da viabilidade física no ponto de conexão da distribuição sob responsabilidade do empreendedor junto à respectiva distribuidora.

Limitações decorrentes das análises de desempenho estático e dinâmico

As análises de desempenho estático e dinâmico apresentam os impactos da conexão dos SAEs sobre o comportamento do sistema em condições normais de operação e diante de perturbações.

  • Desempenho estático – foram verificadas violações dos limites de tensão e de carregamento dos equipamentos, considerando diferentes cenários de operação e simulando a conexão dos novos empreendimentos.
  • Desempenho dinâmico – identificou-se que, nos casos em que a conexão dos novos empreendimentos possa resultar em violações dos critérios operativos ou comprometimento da estabilidade do sistema, a capacidade remanescente dos respectivos pontos de conexão pode ser limitada, considerando as condições necessárias para a operação segura do SIN.

Limitações decorrentes das análises de curto-circuito

As análises de curto-circuito avaliaram os impactos da conexão dos SAEs sobre a capacidade de interrupção dos disjuntores das subestações. Nos casos em que a entrada dos novos empreendimentos pode provocar superação da capacidade dos equipamentos e não há tempo hábil para sua substituição até o início do suprimento, em 1º de agosto de 2028, a capacidade remanescente dos respectivos pontos de conexão pode ser limitada.

Próximos passos

Com a proximidade dos LRCAPs de 2026, a Nota Técnica permite a avaliação de compatibilidade entre seus projetos e a capacidade disponível no SIN, especialmente quanto aos pontos de conexão pretendidos.

Nesse contexto, recomenda-se a análise individualizada dos projetos, considerando a capacidade disponível no barramento, na subárea e na área, bem como a classificação do ponto de conexão e as eventuais restrições ou condicionantes identificadas pelo ONS.

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